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TRANSPLANTE CARDÍACO PARA A SHCE

O transplante cardíaco é uma opção para o tratamento de crianças com SHCE e fica como uma opção mesmo após as 3 etapas cirúrgicas. Um transplante cardíaco significa que um coração saudável de uma criança que morreu é retirado e usado para substituir o coração com um grave problema. O primeiro transplante cardíaco foi feito em um adulto em 1967. Enquanto os resultados imediatos eram encorajadores, muitas pessoas morriam em 1 ou 2 anos após o transplante devido à rejeição do sistema imunológico ao novo coração. No início da década de 80, uma nova droga anti-rejeição, chamada ciclosporina, se tornou disponível e provou ser muito eficiente na prevenção da rejeição de corações transplantados, bem como de outros órgãos. Em 1985, o Dr. Leonard Bailey, da Universidade de Loma Linda, demonstrou que o transplante cardíaco poderia ser bem sucedido em crianças com SHCE e outras cardiopatias graves.
Essa alternativa tem vantagens e desvantagens no tratamento dessas crianças. Ao contrário das que passam pelas 3 etapas cirúrgicas, as que sõa submetidas ao transplante passam apenas por essa cirurgia que resulta num coração "normal", isto é, um coração com 4 câmaras que bombeia o sangue do modo normal. Os riscos associados à operação em si são um tanto quanto baixos na maioria dos grandes centros. O risco cirúrgico das 3 etapas varia consideravelmente de acordo com a instituição e em alguns centros é muito alto.

As desvantagens do transplante cardíaco incluem a falta de doadores disponíveis de um coração de tamanho compatível ao de uma criança. Devido ao número de crianças à espera de um transplante e à falta de doadores compatíveis, cerca de 10 a 25% delas morrem nesse meio tempo. Outro ponto são os efeitos colaterais dos remédios anti-rejeição usados ao longo de toda vida, problemas no crescimento e o surgimento precoce de doenças coronarianas. Também, um baixo nível de rejeição é quase improvável, uma vez que a média de "vida" de um coração transplantado é de cerca de 10 anos, tendo então que ser refeito após esse período.

Texto traduzido do site "University of Michigan Congenital Heart Center for Parents"
Referências:
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Escrito por : S. LeRoy RN, MSN, L. Callow RN, MSN, CPNP, K. George RN, MSN, CPNP
Revisado por: E.Bove, MD, D. Crowley, MD
Julho/2000



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